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	<title>projeto de lei 3627 &#8211; F.V. Bissoli</title>
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		<title>Semana Nacional de Trânsito: segurança viária, ações e mudanças</title>
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		<pubDate>Tue, 29 Sep 2020 00:37:08 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Em entrevista à Rádio STF, Dra. Flavia  falou sobre a Década de Segurança Viária, a Semana Nacional de Trânsito 2020 e sobre as mudanças no CTB pelo PL 3627.
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										<content:encoded><![CDATA[Para quem acompanha nosso Blog sabe que a Dra. Flavia Vegh Bissoli é vice-presidente da Comissão Especial de Direito do Trânsito da OAB-SP, e por isso, colabora muitas vezes com entrevistas sobre temas pertinentes ao Direito de Trânsito na Rádio Justiça do Supremo Tribunal Federal.
<h3></h3>
E, devido à Semana Nacional de Trânsito 2020 que ocorreu de 18 a 25 de setembro, mais uma vez ela <strong>compartilhou </strong>seus conhecimentos em uma  entrevista <strong>à Rádio Justiça do STF</strong>, realizada no dia 23 de setembro, falando sobre o balanço da Década de Segurança Viária e sobre a aprovação <strong>pelo Senado Federal</strong>, em Brasília, do Projeto de Lei 3.627/2019 que altera o Código de Trânsito Brasileiro (CTB).

&nbsp;
<h5>Acompanhem a entrevista:</h5>
&nbsp;
<h6></h6>
<h6><strong><em>Rádio STF &#8211;</em></strong>  Vamos repercutir a Semana Nacional de Trânsito 2020; falar também sobre um panorama da Década de Segurança Viária que foi proclamada pela ONU de 2011 a 2020. Será que o Brasil atingiu ou não essa meta? Para falar sobre isso conversamos com a vice-presidente da Comissão Especial de Direito do Trânsito da OAB de São Paulo, Dra. Flavia Vegh.</h6>
&nbsp;
<h6>Semana Nacional de Trânsito bem movimentada, principalmente com <strong>o Senado Federal</strong> que aprovou o projeto que faz alterações no Código de Trânsito.</h6>
&nbsp;
<h6><strong>Dra. Flavia &#8211;</strong> Pois é, várias mudanças pela frente, e hoje também é o dia do agente de trânsito, um dia bem especial para a nossa área.</h6>
<h6></h6>
<h6><strong><em>Rádio STF &#8211;</em></strong> E sobre essas mudanças, temos algumas alterações, o projeto é amplo, mas o que muda com a CNH, lembrando que esse projeto ainda vai para sanção presidencial?</h6>
&nbsp;
<h6><strong>Dra. Flavia &#8211;</strong> Sim, encerrou ontem, na terça-feira, a votação final do Projeto de Lei 3.627/2019. Ele teve algumas das emendas realizadas pelo Senado, então nós tivemos 8 emendas aprovadas, algumas rejeitadas, mas no âmago do projeto não teve muitas mudanças. E para deixar claro aos ouvintes, o projeto, <strong>mesmo se aprovado agora pela presidência</strong>, ele não entra em vigor ainda este ano (2020), porque tem 6 meses (180 dias) para iniciar a vigência.</h6>
<h6></h6>
<h6>O CTB passará a prever a necessidade da renovação da habilitação. O aumento da validade do exame de aptidão física e mental vai ser a cada 10 anos desde que o condutor tenha até 50 anos de idade. E a cada 5 anos após os 50 anos, mas menos de 70 anos de idade. Então, superior a 70 anos de idade, o condutor se enquadra em 3 anos de validade, podendo ser diminuído a critério do perito médico. Então médico aprovar um condutor com 70 anos para 6 meses, ou 1 ano, ou 2 anos… então o condutor tem um mínimo e um máximo depois dessa idade.</h6>
<h6></h6>
<h6><strong><em>Rádio STF &#8211;</em></strong> E o que temos de mudança sobre a pontuação das multas?</h6>
&nbsp;
<h6><strong>Dra. Flavia –</strong>  no caso de pontuação, a suspensão ocorrerá de forma escalonada: quando atingir 20 pontos,  <u>se o condutor tiver duas ou mais infrações gravíssimas;  30 pontos</u>,<u>se tiver apenas uma infração  gravíssima; ou 40 pontos, se não tiver nenhuma gravíssima; entretanto, para quem exerce atividade </u>remunerada, a suspensão somente ocorrerá com 40 pontos, independente de ter ou não infração gravíssima. Então,  a gente teve uma flexibilidade maior para aquele condutor que depende da CNH para trabalhar, porque ele exerce atividade remunerada, então ficou exatamente igual com o que veio da Câmara, em relação ao exame médico e a pontuação.</h6>
&nbsp;
<h6><strong><em>Rádio STF &#8211;</em></strong> Então, Semana Nacional do Trânsito, o que a senhora traz de balanço sobre essa semana tão importante para o trânsito, não só no Brasil, mas no Mundo?</h6>
&nbsp;
<h6><strong>Dra. Flavia &#8211;</strong> Semana Nacional de Trânsito (SNT), conforme disposto no art. 326 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), é comemorada anualmente entre os dias 18 e 25 de setembro. Ações em todo o país são realizadas pelos órgãos do Sistema Nacional de Trânsito com o objetivo de conscientizar todos os envolvidos, sejam eles motoristas, passageiros, motociclistas, ciclistas ou pedestres.</h6>
<h6></h6>
<h6>O tema definido pelo (CONTRAN) para a Campanha Educativa de Trânsito de 2020 é “Perceba o risco, proteja a vida”, o qual busca chamar a atenção sobre os perigos no trânsito, bem como outros riscos à saúde do cidadão no trânsito.</h6>
&nbsp;
<h6>A Semana Nacional do Trânsito é muito importante para refletir sobre tudo o que ocorreu nos últimos doze meses, e nos últimos anos também com relação ao trânsito, fiscalização, engenharia, educação e outros quesitos, é uma semana muito importante para nossa categoria.</h6>
&nbsp;
<h6><strong><em>Rádio STF &#8211;</em></strong> E dentro destas ações para a Semana Nacional de Trânsito, o que a senhora pode destacar para o nosso ouvinte, até porque necessitamos ter isso.</h6>
<h6></h6>
<h6><strong>Dra. Flavia &#8211;</strong> Um tema muito importante é o pacto da Década de Segurança Viária foi um pacto que foi celebrado pela Organização Mundial de Saúde no mundo inteiro, no dia 11 de maio de 2011, lançando a Década de Ação para a Segurança no Trânsito 2011-2020, e presidentes e primeiros ministros, ministros dos transportes, da saúde e outros,  presidentes de organizações internacionais e de empresas, vítimas de lesões causadas pelo trânsito e suas famílias, entre outros cidadãos interessados, manifestaram seu compromisso com o objetivo da Década: <strong><em>salvar cinco milhões de vidas</em></strong>. Nos mais de cem países onde se celebrou esse lançamento, as organizações não governamentais desempenharam um papel importante, organizando e acolhendo eventos para chamar a atenção do público sobre a Década.</h6>
&nbsp;
<h6><strong><em>Rádio STF &#8211;</em></strong> Como a  <strong>OMS</strong> chegou a conclusão de que havia a necessidade de um pacto mundial?</h6>
&nbsp;
<h6><strong>Dra. Flavia &#8211;</strong> Desde 2004, a Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta para o número crescente de mortes no trânsito no mundo, especialmente nos países mais pobres e em desenvolvimento das Américas, da África e da Ásia. Nesses continentes, a violência no trânsito assumiu características de uma epidemia e se tornou um dos principais problemas de saúde pública. Então, chegou-se a conclusão que países de baixa e média renda, que detêm apenas 54% dos veículos do mundo, concentram quase que 90% das mortes por lesões. A situação é tão desafiadora que a OMS, a Organização das Nações Unidas (ONU) e a Cruz Vermelha incluíram o trânsito no pacote das crises humanitárias globais, ao lado do surto do vírus Ebola e do drama dos refugiados.</h6>
&nbsp;
<h6></h6>
<h6><strong><em>Rádio STF &#8211;</em></strong> Neste plano mundial para salvar vidas no trânsito, quais foram os pilares?</h6>
&nbsp;
<h6><strong>Dra. Flavia &#8211;</strong> O Plano estabelece cinco categorias de atividades, ou “pilares”, a saber: 1- gestão da segurança no trânsito; 2- vias e mobilidade mais seguras; 3- veículos mais seguros; 4- usuários de vias de trânsito mais seguros; 5- resposta após os acidentes. Então todos os países deveriam fazer seus projetos embasados nesses cinco pilares.</h6>
&nbsp;
<h6>Um exemplo de pilar “reposta após os acidentes” seria adotar um número de telefone único para emergências para todo o país; reabilitação das vítimas para atenuar os traumas físicos e psicológicos; uma investigação exaustiva dos acidentes e a aplicação de uma resposta eficaz da justiça, bem como indenizações justas para as famílias das vítimas.</h6>
&nbsp;
<h6><strong><em>Rádio STF &#8211;</em></strong> No ranking mundial, em qual posição encontra-se o Brasil?</h6>
&nbsp;
<h6><strong>Dra. Flavia &#8211;</strong> Atualmente o Brasil ocupa o quinto lugar no ranking dos países com maiores índices de morte no trânsito, de acordo com a OMS, atrás apenas da Índia, China, EUA e Rússia. Além desses, Irã, México, Indonésia, África do Sul e Egito estão entre os países de trânsito mais violento. Juntas, essas dez nações são responsáveis por 62% das 1,2 milhão de mortes por acidente no trânsito que ocorrem no mundo todos os anos, infelizmente.</h6>
&nbsp;
<h6><strong><em>Rádio STF &#8211;</em></strong> No final deste ano, chegamos ao fim da Década de Ação pela Segurança no Trânsito 2011-2020, proclamada pela ONU, e a pergunta que não quer calar é: o Brasil atingiu a meta?</h6>
&nbsp;
<h6><strong>Dra. Flavia &#8211;</strong> Infelizmente não. Ao estabelecer esse acordo com diversos países, o objetivo era a redução de 50% das mortes decorrentes de trânsito. Não conseguimos alcançar a meta da ONU, acumulamos a redução, ainda não oficial, entre 25% e 30% nas mortes, ou seja, diminuímos a tendência ascendente nos níveis de mortes no trânsito e isso é positivo e precisa ser avaliado. Contudo, não dá para nos acomodarmos com flexibilização de normas enquanto uma pessoa é morta no trânsito, a cada 15 minutos no Brasil.</h6>
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<h6><strong><em>Rádio STF &#8211;</em></strong> Qual o motivo do Brasil não ter atingido a meta, e o que é necessário para que seja atingida?</h6>
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<h6><strong>Dra. Flavia &#8211;</strong> Na minha opinião, embora o Brasil firmou este compromisso em 2011, pecou na hora de realizar as ações, tudo muito burocrático e demorado. O nosso país focou em ações de cunho fiscalizatório, ignorando as medidas educativas. A fiscalização é necessária, importante e deve continuar, desde que de acordo com a lei, de forma transparente. Mas a fiscalização sozinha não funciona como um agente educativo, mas somente inibidor do motorista. O Brasil não implementou a educação para o trânsito já prevista no Código de Trânsito Brasileiro (Art. 74), desde os quatro anos de idade até o curso superior, de forma transversal com as disciplinas escolares.</h6>
&nbsp;
<h6>Podemos notar pela entrevista que ainda há muito o que fazer e resolver no Brasil, em termos de legislação, pacto de segurança viária e cumprimento de normas para que haja não apenas fiscalização e ações punitivas no trânsito brasileiro, mas uma sensata educação de trânsito conforme estabelece o CTB.</h6>
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<h6>Nosso escritório segue acompanhando as decisões das autoridades governamentais, órgãos de trânsito e entidades do sistema nacional de trânsito no Brasil, para sempre trazer as novidades pertinentes ao tema.</h6>]]></content:encoded>
					
		
		
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