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	<title>o que realmente é inquérito policial &#8211; F.V. Bissoli</title>
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	<title>o que realmente é inquérito policial &#8211; F.V. Bissoli</title>
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		<title>Você sabe o que é um Inquérito Policial?</title>
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		<pubDate>Wed, 14 Oct 2020 00:36:25 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[inquérito policial]]></category>
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		<category><![CDATA[quais as fases do inquérito policial]]></category>
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					<description><![CDATA[Na última semana, publicamos em nossas redes sociais quanto aos inquéritos policiais que foram instaurados para investigação de Falsidade Ideológica e Documental em razão do crime de indicação de “condutor hospedeiro” de pontuação ilegal em CNH. &#160; Mas, você sabe o que é realmente um inquérito policial? &#160; Podemos conceituar de forma simplista como o [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<span style="font-weight: 400;">Na última semana, publicamos em nossas redes sociais quanto aos inquéritos policiais que foram instaurados para investigação de Falsidade Ideológica e Documental em razão do crime de indicação de “condutor hospedeiro” de pontuação ilegal em CNH.</span>

&nbsp;

<span style="font-weight: 400;">Mas, você sabe o que é realmente um inquérito policial?</span>

&nbsp;

<span style="font-weight: 400;">Podemos conceituar de forma simplista como o conjunto de diligências (atos investigatórios) realizadas pela polícia judiciária (polícias civil e federal), com o objetivo de investigar as infrações penais e colher elementos necessários para que possa ser proposta a ação penal. Sua finalidade terá por fim a apuração das infrações penais da sua autoria, consoante art. 4º do CPP.</span>

&nbsp;

<span style="font-weight: 400;">No trânsito temos diversos casos de Inquéritos Policiais os quais foram instaurados pela iniciativa e provocação do Órgão de Trânsito, ou seja, da Administração Pública, em que o Detran/SP, mediante investigação própria enviou para a Polícia Civil os processos administrativos referentes às indicações de “condutor hospedeiro”.</span>

&nbsp;

<span style="font-weight: 400;">Em termos jurídicos, inquérito policial é um procedimento administrativo informativo para apurar a existência de infração penal e sua autoria, a fim de que o titular da ação penal tenha provas suficientes para a punição do(s) culpado(s).</span>

&nbsp;

<span style="font-weight: 400;">Tem natureza provisória, preparatória e informativa, na investigação por obter elementos probatórios por meio de exames periciais, auto de flagrante e outros, para ajudar na instrução jurídica do processo.</span>

&nbsp;

<span style="font-weight: 400;">É por meio de diligências que se conseguem essas provas. Diligências são atos de serviços judiciais realizados pela polícia judiciária, ou seja, civil e/ou federal, fora dos tribunais. Seu objetivo é investigar, apurar infrações penais e seu(s) autor(es) e reunir elementos necessários para que o denunciante possa entrar com a ação penal.</span>

&nbsp;
<h2><b><i>Como compreensão e exemplo:</i></b></h2>
&nbsp;

<span style="font-weight: 400;">No caso do crime dos “condutores hospedeiros”, o denunciante é o Detran-SP, que já desde 2019, vem identificando motoristas que aceitaram dinheiro em troca de receberem pontuação em suas CNHs, após verificar que haviam carteiras de motoristas com mais de 300 pontos.</span>

&nbsp;

<span style="font-weight: 400;">Então, o Detran enviou à Polícia Civil os processos administrativos referentes a essas indicações, que por sua vez, instaurou inquéritos para intimar esses condutores a dar explicações, ou seja, declarações, serem ouvidos, apresentar provas com o objetivo de combater esse tipo de crime.</span>

&nbsp;

<span style="font-weight: 400;">Os próximos passos, após essas intimações, se comprovado o crime, segue para ação penal, com a possibilidade do condutor infrator e do condutor hospedeiro responderem pelos crimes de Falsidade Ideológica e Documental.</span>

&nbsp;

<span style="font-weight: 400;">Se comprovado, estes condutores poderão ser condenados à pena de reclusão por até cinco anos e mais multa a depender do caso.</span>

&nbsp;
<h2><b>Características do Inquérito Policial:</b></h2>
&nbsp;

<b><i>Escrito &gt;</i></b><span style="font-weight: 400;"> Todos os elementos do inquérito policial serão processadas e escritas ou datilografadas, e assim, rubricado pela autoridade policial. Hoje com a modernização digital pode ser digitalizado e com assinatura eletrônica da autoridade.</span>

&nbsp;

<b><i>Discricionário &gt;</i></b><span style="font-weight: 400;"> A polícia tem autonomia para atuar e executar, independente de autorização do Poder Judiciário, deferindo ou indeferindo qualquer pedido de prova feito pelo ofendido ou pelo indiciado.</span>

&nbsp;

<b><i>Sigiloso &gt;</i></b><span style="font-weight: 400;"> Para que a autoridade policial consiga realizar uma diligência completa, sem que hajam impedimentos ou dificuldades como destruição ou ocultação de provas, influência de testemunhas e outros, pode ser determinado o sigilo no IP. Este sigilo não se aplica ao advogado do investigado, a não ser, que seja uma investigação de absoluto sigilo.</span>

&nbsp;

<b><i>Obrigatório &gt;</i></b><span style="font-weight: 400;"> No caso de crime apurável mediante ação penal pública incondicionada, a autoridade policial é obrigada a instaurar o inquérito policial assim que houver notificação.</span>

&nbsp;

<b><i>Indisponível &gt;</i></b><span style="font-weight: 400;"> Isso quer dizer que uma vez instaurado o inquérito policial, em nenhuma hipótese poderá arquivar os autos.</span>

&nbsp;
<h2><b>As fases do Inquérito Policial</b></h2>
&nbsp;

<span style="font-weight: 400;">O inquérito policial é dividido em três atos (fases) praticados visando seu desenvolvimento e encerramento, conforme a seguir:</span>

&nbsp;

&nbsp;
<ul>
 	<li>
<h2><b><i>Atos iniciais</i></b></h2>
</li>
</ul>
&nbsp;

<span style="font-weight: 400;">Os atos que marcam o início de um inquérito policial podem ser o ofício de notícia de um crime, o auto de prisão em flagrante, requisição de autoridade jurídica (Ministério Público ou Juiz), requerimento do ofendido (vítima) ou de seu representante.</span>

&nbsp;

<span style="font-weight: 400;">A requisição deve conter minuciosa descrição dos fatos a serem investigados, documentos de diligências feitas na esfera administrativa e suas cópias, bem como cópias de procedimentos fiscais e o que mais for exigido pelas autoridades.</span>

&nbsp;

&nbsp;
<ul>
 	<li>
<h2><b><i>Atos de Instrução</i></b></h2>
</li>
</ul>
&nbsp;

<span style="font-weight: 400;">Esta fase é de desenvolvimento das investigações até chegar ao indiciamento. Nesse sentido, as diligências (investigações) podem ser ordinárias ou extraordinárias. São ordinárias quando há apreensão de provas para esclarecimento do fato, oitiva de testemunhas, vítimas e indiciados, exame legal de crime e de corpo de delito, acareações e reconhecimento de pessoas e objetos, identificação do indiciado, bem como informações de antecedentes criminais, pessoais, psicológicas, sociais e econômicas do mesmo.</span>

&nbsp;

<span style="font-weight: 400;">Já as diligências extraordinárias como representação por medidas cautelares feitas sob reserva de jurisdição como quebra de sigilo telefônico, telemático, bancário e fiscal, infiltração policial, busca e apreensão, colaboração premiada e outras.</span>

&nbsp;

<span style="font-weight: 400;">Após a parte investigativa, análise dos elementos probatórios do crime e conclusão pelo delegado, presidente da diligência, pela convicção de autoria e materialidade na investigação criminal, há o indiciamento do(s) investigado(s) como comprovável autor(es) do crime ou infração.</span>

&nbsp;

&nbsp;
<ul>
 	<li>
<h2><b><i>Ato final</i></b></h2>
</li>
</ul>
&nbsp;

<span style="font-weight: 400;">Este é o relatório final da autoridade policial, e marca o encerramento do inquérito com as investigações preliminares descritas detalhadamente, apontando todas as diligências feitas e a interpretação técnico-jurídica.</span>

&nbsp;
<h2><b>A partir disso…</b></h2>
&nbsp;

<span style="font-weight: 400;">…com o relatório pronto, há três possibilidades que o Ministério Público pode realizar a seguir: 1- requisitar mais diligências, 2- pedir o arquivamento e 3- oferecer denúncia. Caso peça o arquivamento, e o juiz discorde desse ato, remete-se os autos ao procurador-geral, que, se concordar, irá designar outro promotor para o caso (Art. 28 do Código de Processo Penal).</span>

&nbsp;

<span style="font-weight: 400;">Assim é um Inquérito Policial e os passos que percorrem os atos da sua instauração, desde o início, desenvolvimento de investigação e finalização com relatório da autoridade policial que o realizou, para todas as suspeitas e práticas criminosas que ocorrem.</span>

&nbsp;]]></content:encoded>
					
		
		
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